Setembro:
Que venha esse sol
Que ele traga Calor
Que a roupa seque no varal
Que minha alma úmida e gelada se requente
Que os líquidos do meu corpo se reanimem
Que meus olhos brilhem e minha pele se bronzeie...
E que o efeito antiséptico dessa luz cicatrize de uma vez por todas minhas feridas crônicas!
ps: reza regada à prosecco, com tambores de candomblé ao fundo, evocada todo ano por um filho de oxalá, quando este percebe que seu inferno astral se aproxima do fim e sobretudo quando consegue vislumbrar uma luz ao fundo, que tende a aumentar sensivelmente de tamanho e intensidade atingindo a abertura máxima de seu "diafragma" no dia doze de setembro, mais precisamente oito e vinte da noite...
| Uma canção desnaturada Chico Buarque/1979 Para a versão paulista da peça Ópera do malandro de Chico Buarque | |
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| Por que cresceste, curuminha Assim depressa, e estabanada Saíste maquilada Dentro do meu vestido Se fosse permitido Eu revertia o tempo Pra reviver a tempo De poder Te ver, as pernas bambas, curuminha Batendo com a moleira Te emporcalhando inteira E eu te negar meu colo Recuperar as noites, curuminha Que atravessei em claro Ignorar teu choro E só cuidar de mim Deixar-te arder em febre, curuminha Cinquenta graus, tossir, bater o queixo Vestir-te com desleixo Tratar uma ama-seca Quebrar tua boneca, curuminha Raspar os teus cabelos E ir te exibindo pelos Botequins Tornar azeite o leite Do peito que mirraste No chão que engatinhaste, salpicar Mil cacos de vidro Pelo cordão perdido Te recolher pra sempre À escuridão do ventre, curuminha De onde não deverias Nunca ter saído |
esses que aquí estão
atravancando o meu caminho
eles passarão
eu passarinho.
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