Aqueles quatro sabiam.
A partir daquela hora, não havia muita alternativa, precisavam continuar juntos, só que com mais privacidade...E assim foi: em poucos instantes, apesar de algumas dúvidas e oscilações já estavam reunidos em outra mesa, em outro bar. Por alí ficaram, trocaram segredos, confissões e carinho...
Falaram demais, ouviram de menos e levaram alguns golpes uns dos outros. Com muito amor é claro!
Mas sobretudo riram, riram sem parar de suas própias condições e foram pra casa exaustos, mas certo de que haviam cumprido com um pacto.
(pra mulher charmosa dos cílios compridos e espaçados, para o homem bonito do cabelo que nunca despenteia e para aquela de quem tirei um retrato há exatos dez anos, deitada-musa sobre uma pedra morna na praia do pulso...)
" Há flores de cores concentradas. Ondas queimam rochas com seu sal. Vibrações do sol no pó da estrada, muita coisa quase nada. Cataclismas, carnaval.
Há muitos planetas habitados e o vazio da imensidão do céu: Bem e mal, boca e mel e essa voz que deus me deu. Mas nada é igual à ela e eu."
(de Caetano pra Bethânea, na voz de Marina.)
ps: pro Pedrinho e pros demais companheiros de tantas outras horas.
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